{"id":507,"date":"2021-02-19T14:05:55","date_gmt":"2021-02-19T14:05:55","guid":{"rendered":"http:\/\/miriamaguiar.com.br\/blog\/?p=507"},"modified":"2021-02-26T16:58:05","modified_gmt":"2021-02-26T16:58:05","slug":"a-rota-da-sauvignon-blanc-e-suas-aliadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/a-rota-da-sauvignon-blanc-e-suas-aliadas\/","title":{"rendered":"A rota da Sauvignon Blanc e suas aliadas"},"content":{"rendered":"\n<p>No \u00faltimo artigo, falei dos vinhos brancos do Vale do Loire, ressaltando a consagra\u00e7\u00e3o da Sauvignon Blanc na regi\u00e3o e, como esta cepa est\u00e1 longe de ser uma exclusividade do Loire, achei importante falar de suas apari\u00e7\u00f5es em outras regi\u00f5es. A Sauvignon Blanc tem produtores e consumidores adeptos no mundo todo; \u00e9 a terceira cepa mais plantada mundialmente e a segunda para vinhos finos, s\u00f3 ficando atr\u00e1s da Chardonnay.<\/p>\n\n\n\n<p>Origin\u00e1ria da regi\u00e3o de Bordeaux, foi a partir do cruzamento entre a Sauvignon e a Cabernet Franc, no s\u00e9c. XVII, ali no oeste da Fran\u00e7a, que surgiu a poderosa Cabernet Sauvignon. Em Bordeaux, tem papel muito importante, embora os seus vinhos no Loire sejam mais estrelados, at\u00e9 porque ali ela faz vinhos varietais e, em Bordeaux, ela \u00e9 parceira dos cortes de brancos secos e doces. O suficiente para que suas marcas estejam impressas nas caracter\u00edsticas sensoriais dos vinhos, especialmente nos brancos secos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os vinhos tintos s\u00e3o dominantes em Bordeaux (em torno de 80%). A grande \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de brancos secos mais acess\u00edveis ao bolso \u00e9 Entre-deux-Mers, e os de maior requinte est\u00e3o nas AOCs de Pessac-L\u00e9ognan e Graves, que ficam logo abaixo da cidade de Bordeaux. J\u00e1 os vinhos brancos doces, muito prestigiados na regi\u00e3o, s\u00e3o produzidos pelas AOCs a sul dessa faixa de brancos secos. S\u00e3o vinhos licorosos, feitos a partir de uvas desidratadas pelo fungo Botrytis Cinerea, fen\u00f4meno favorecido pelo clima temperado oce\u00e2nico.<\/p>\n\n\n\n<p>Geograficamente falando, \u00e9 poss\u00edvel fazer uma analogia com o que se diz dos vinhos tintos da margem direita e esquerda dos dois grandes rios que formam o estu\u00e1rio da Gironda, em Bordeaux. Ali se dividem os perfis dos cortes: mais Cabernet Sauvignon \u00e0 esquerda e Merlot \u00e0 direita. No caso dos brancos, podemos dizer que na margem esquerda do Rio Garonne, a sul da cidade de Bordeaux, se encontra a nobreza dos vinhos brancos secos e licorosos (Graves, Sauternes, C\u00e9rons e Barsac) e, na margem direita, os de custo mais acess\u00edvel e qualidade vari\u00e1vel, desde os secos e mais simples de Entre-deux-Mers at\u00e9 excelentes brancos licorosos, especialmente em Loupiac e Saint-Croix- du-Mont.<\/p>\n\n\n\n<p>As parceiras de corte da Sauvignon Blanc em Bordeaux s\u00e3o a S\u00e9millon e a Muscadelle. S\u00e9millon e Sauvignon perfazem 92% do vinhedo de uvas brancas, com quantidades bem semelhantes. No entanto, a propor\u00e7\u00e3o de Sauvignon \u00e9 maior nos secos e a de S\u00e9millon \u00e9 superior nos doces. A primeira confere frescor e pot\u00eancia arom\u00e1tica (vegetal, c\u00edtrico tropical, flores brancas) aos vinhos. J\u00e1 a S\u00e9millon oferece untuosidade, corpo, aromas de mel e frutas secas. Finalmente, a Muscadelle entra em m\u00ednima propor\u00e7\u00e3o, aportando notas florais aos vinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fora da Fran\u00e7a, a Sauvignon est\u00e1 bem espalhada e \u00e9 sempre poss\u00edvel encontrar algum exemplar de boa qualidade em quase todas as origens. Vale destacar os lugares que empregam a uva de forma mais significativa em suas produ\u00e7\u00f5es, com a obten\u00e7\u00e3o de bons resultados. Come\u00e7ando pelo Velho Mundo, a Sauvignon Blanc \u00e9 parceira importante hoje dos vinhos da Rueda, noroeste espanhol, onde ela participa de v\u00e1rios cortes com a Verdejo, variedade muito cultivada na regi\u00e3o, resultando em atraentes vinhos frescos e arom\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na It\u00e1lia, ela vai aparecer na regi\u00e3o nordeste, especialmente em Alto Adige e Friuli, onde h\u00e1 grandes investimentos em vinhos brancos de cepas francesas, alem\u00e3s e nativas dessa \u00e1rea meio h\u00edbrida \u2013 fronteira com \u00c1ustria, Eslov\u00eania e banhada pelo mar Adri\u00e1tico. S\u00e3o vinhos frescos, mais acidulados e vegetais. Igualmente, o Sauvignon austr\u00edaco, de influ\u00eancia alpina, \u00e9 c\u00edtrico e mineral. Pa\u00edses do leste europeu ou da faixa europeia mediterr\u00e2nica mais oriental, como Gr\u00e9cia, tamb\u00e9m incorporam a Sauvignon Blanc em suas produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No pr\u00f3ximo artigo, seguimos as pegadas da Sauvignon e dos brancos pelo Novo Mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Inscri\u00e7\u00f5es abertas para o PASSAPORTE 1 CAFA BORDEAUX ONLINE. Saiba mais: <a href=\"http:\/\/miriamaguiar.com.br\/blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">miriamaguiar.com.br\/blog<\/a> \u2013 INSTAGRAM: @miriamaguiar.vinhos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo artigo, falei dos vinhos brancos do Vale do Loire, ressaltando a consagra\u00e7\u00e3o da Sauvignon Blanc na regi\u00e3o e, como esta cepa est\u00e1 longe de ser uma exclusividade do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":563,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[35,58,145,215,246],"class_list":["post-507","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-monitormercantil","tag-bordeux","tag-chardonnay","tag-loire","tag-sauvignon-blanc","tag-vale-do-loire"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES.jpg",2362,1655,false],"thumbnail":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES-300x210.jpg",300,210,true],"medium_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES-768x538.jpg",768,538,true],"large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES-1024x717.jpg",1024,717,true],"1536x1536":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES-1536x1076.jpg",1536,1076,true],"2048x2048":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES-2048x1435.jpg",2048,1435,true],"purosa_thumbnail":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES-100x75.jpg",100,75,true],"purosa_medium":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES-370x259.jpg",370,259,true],"purosa_medium_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES-570x399.jpg",570,399,true],"purosa_featured_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES-770x482.jpg",770,482,true],"purosa_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vIGNOBLE-DES-GRAVES-1170x480.jpg",1170,480,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"M\u00edriam Aguiar","author_link":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/author\/adm_miriamaguiar\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No \u00faltimo artigo, falei dos vinhos brancos do Vale do Loire, ressaltando a consagra\u00e7\u00e3o da Sauvignon Blanc na regi\u00e3o e, como esta cepa est\u00e1 longe de ser uma exclusividade do [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/507","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=507"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/507\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":564,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/507\/revisions\/564"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=507"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=507"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=507"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}