{"id":217,"date":"2019-02-15T15:21:01","date_gmt":"2019-02-15T15:21:01","guid":{"rendered":"http:\/\/miriamaguiar.com.br\/blog\/?p=217"},"modified":"2021-03-10T12:06:24","modified_gmt":"2021-03-10T12:06:24","slug":"espumantes-feitos-por-e-para-os-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/espumantes-feitos-por-e-para-os-brasileiros\/","title":{"rendered":"Espumantes: feitos por e para os brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma boa uva \u00e9 promessa de bom vinho, e uma uva razo\u00e1vel n\u00e3o faz milagres.<\/h2>\n\n\n\n<p>Os espumantes brasileiros t\u00eam alcan\u00e7ado bons resultados j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, o que vem sendo atestado por especialistas nacionais e internacionais e que pode ser identificado por frequentes premia\u00e7\u00f5es. Nossos espumantes come\u00e7aram a dividir espa\u00e7o nas mesas onde imperava a cerveja e abrem alas para os demais tipos de vinhos nacionais. O motivo \u00e9 simples: re\u00fanem qualidade, frescor, pre\u00e7o e o glamour de suas famosas \u201cperlages\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De modo geral, o Brasil, especialmente ap\u00f3s os anos 1990, tem privilegiado a produ\u00e7\u00e3o de vinhos finos, feitos com uvas vin\u00edferas, em detrimento dos famosos vinhos de garraf\u00e3o, resultantes das uvas \u201camericanas\u201d, agora cada vez mais devotadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de sucos de uva. Mas a velocidade com que os vinhos espumantes ganham a prefer\u00eancia do consumidor impressiona estatisticamente. De 1990 a 2015, a comercializa\u00e7\u00e3o de espumantes nacionais saltou de pouco mais de 3 milh\u00f5es para cerca de 19 milh\u00f5es de litros. Na g\u00f4ndola, percebemos que se antes v\u00edamos apenas os r\u00f3tulos das grandes marcas, agora s\u00e3o muito mais op\u00e7\u00f5es exibindo selos de medalhas adquiridas em competi\u00e7\u00f5es de vinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>As medalhas s\u00e3o um recurso de marketing amplamente utilizado no mercado de vinhos global atual. H\u00e1 medalhas de concursos internacionais de alta credibilidade, selos de guias especializados conceituados, notas de experts renomados, um sem-n\u00famero de avalia\u00e7\u00f5es realizadas por revistas, confrarias, clubes etc. Isso faz parte do mundo do vinho, visto que h\u00e1 muita produ\u00e7\u00e3o e diversidade. As avalia\u00e7\u00f5es tentam dar uma medida para a qualidade, uma ferramenta para ajudar o consumidor a escolher e justificar os pre\u00e7os praticados. Assim como em outros campos, h\u00e1 ferramentas mais cr\u00edveis do que outras, e quando se trata de vinho, um universo cheio de mist\u00e9rio, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples fazer este reconhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Valem algumas dicas. Em primeiro lugar, o vinho \u00e9 um produto que tem boa parte de seu ciclo dependente de fatores naturais. Uma boa uva \u00e9 promessa de bom vinho, e uma uva razo\u00e1vel n\u00e3o faz milagres. E a\u00ed, os fatores clima e solo ou a voca\u00e7\u00e3o natural da regi\u00e3o para um tipo de vinho favorecem o bom resultado. Se o espumante requer acidez, frescor, ser\u00e1 favorecido por regi\u00f5es altas, mais frias, sem ver\u00f5es t\u00f3rridos \u2013 como ocorre em parte da Serra Ga\u00facha, no Planalto Catarinense ou em Campos de Cima da Serra, no RS. Ou seja, elas portam o gene de um bom espumante.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto: a tradi\u00e7\u00e3o e a seriedade da vin\u00edcola sempre s\u00e3o indicadores mais confi\u00e1veis da manuten\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o de qualidade j\u00e1 reconhecido. Que n\u00e3o se confundam com perfis muito comerciais, que devem sua reputa\u00e7\u00e3o sobretudo \u00e0 forte publicidade dos seus produtos. Se houver medalha, notas de degusta\u00e7\u00e3o, entre outros indicativos, o melhor seria pesquisar a credibilidade das fontes.<\/p>\n\n\n\n<p>Terceiro lugar: o m\u00e9todo de elabora\u00e7\u00e3o. Quando n\u00e3o \u00e9 indicado no r\u00f3tulo, trata-se do m\u00e9todo \u201cCharmat\u201d, mais r\u00e1pido e utilizado para fazer espumantes jovens e frescos, para o dia a dia. Isso n\u00e3o significa m\u00e1 qualidade e sim um perfil mais simples que pode ter uma boa rela\u00e7\u00e3o pre\u00e7o X qualidade. Se houver as indica\u00e7\u00f5es \u201cCl\u00e1ssico\u201d, \u201cChampenoise\u201d ou \u201cTradicional\u201d, s\u00e3o espumantes com sabores mais apurados, com maior tempo de elabora\u00e7\u00e3o e pre\u00e7o superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Normalmente os espumantes bruts (secos) s\u00e3o os mais consumidos e j\u00e1 s\u00e3o frutados, mas h\u00e1 quem prefira demi-secs. Por\u00e9m, a qualidade tende a evoluir na dire\u00e7\u00e3o contraria \u00e0 gradua\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar (brut, extra-brut, nature), a menos que o objetivo seja um espumante doce para aperitivo ou harmoniza\u00e7\u00e3o com sobremesa. Neste caso, h\u00e1 ainda os espumantes moscat\u00e9is, cuja produ\u00e7\u00e3o nacional tamb\u00e9m avan\u00e7a, inspirada pelos efervescentes do Piemonte, It\u00e1lia, feitos pelo m\u00e9todo Asti: o vinho sofre uma \u00fanica fermenta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 interrompida cedo, a fim de deixar aparente o dul\u00e7or da uva moscatel, com baixa gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica (6% a 8%).<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, participei do j\u00fari da Grande Prova dos Vinhos Brasileiros 2018, um concurso anual promovido pelo Grupo Baco, que recebe amostras de vinhos de todo o Brasil. Foram avaliados de forma bem criteriosa mais de 900 vinhos \u00e0s cegas. \u00d3timos resultados para os espumantes mais uma vez, al\u00e9m da surpreendente qualidade dos vinhos tintos. Listo aqui os espumantes campe\u00f5es de cada categoria, deixando claro que ha muitos outros com excelentes resultados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Espumantes Duplo Ouro<\/strong><\/td><td><strong>Espumantes Ouro<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Cave Geisse Brut Blanc de Noir 2015<\/td><td>Cave Geisse Brut Ros\u00e9 2016<\/td><\/tr><tr><td>Casa Valduga RSV Brut 25 Meses 2015<\/td><td>Garibaldi Brut Ros\u00e9 Charmat<\/td><\/tr><tr><td>Valmarino Nature 2012<\/td><td>Monte Paschoal Prosecco<\/td><\/tr><tr><td>&nbsp;<\/td><td>Casa Perini Moscatel<\/td><\/tr><tr><td>&nbsp;<\/td><td>Espumante Aurora Demi-Sec<\/td><\/tr><tr><td>&nbsp;<\/td><td>Espumante Peterlongo Presence Demi-Sec<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Na pr\u00f3xima coluna, volto com as dicas de consumo dos espumantes!<\/p>\n\n\n\n<p><em>Para saber mais sobre cursos de vinhos e outros projetos: <a href=\"http:\/\/www.miriamaguiar.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.miriamaguiar.com.br<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma boa uva \u00e9 promessa de bom vinho, e uma uva razo\u00e1vel n\u00e3o faz milagres. Os espumantes brasileiros t\u00eam alcan\u00e7ado bons resultados j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, o que vem sendo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":664,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[37,39,40,106,183,221,242,259],"class_list":["post-217","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-monitormercantil","tag-brasil","tag-brasileiros","tag-brasilieiro","tag-espumante","tag-perlages","tag-sparkling-wine","tag-uvas-americanas","tag-vinho"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-scaled.jpg",1707,2560,false],"thumbnail":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-200x300.jpg",200,300,true],"medium_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-768x1152.jpg",768,1152,true],"large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-683x1024.jpg",683,1024,true],"1536x1536":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-1024x1536.jpg",1024,1536,true],"2048x2048":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-1365x2048.jpg",1365,2048,true],"purosa_thumbnail":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-100x75.jpg",100,75,true],"purosa_medium":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-370x259.jpg",370,259,true],"purosa_medium_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-570x399.jpg",570,399,true],"purosa_featured_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-770x482.jpg",770,482,true],"purosa_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/tyler-delgado-A1kXxn2KVCM-unsplash-1170x480.jpg",1170,480,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"M\u00edriam Aguiar","author_link":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/author\/adm_miriamaguiar\/"},"uagb_comment_info":1,"uagb_excerpt":"Uma boa uva \u00e9 promessa de bom vinho, e uma uva razo\u00e1vel n\u00e3o faz milagres. Os espumantes brasileiros t\u00eam alcan\u00e7ado bons resultados j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, o que vem sendo [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=217"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":668,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217\/revisions\/668"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/664"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}