{"id":1837,"date":"2025-03-14T17:00:00","date_gmt":"2025-03-14T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/?p=1837"},"modified":"2025-03-17T15:26:34","modified_gmt":"2025-03-17T15:26:34","slug":"irpinia-sub-regiao-mais-consagrada-da-campania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/irpinia-sub-regiao-mais-consagrada-da-campania\/","title":{"rendered":"Irpinia: sub-regi\u00e3o mais consagrada da Campania"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">As uvas Fiano, Greco e Aglianico assinam tr\u00eas das quatro DOCGs da Campania<br><\/h3>\n\n\n\n<p>Vou falar hoje sobre parte da<strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/os-caminhos-dos-vinhos-da-campania-italia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">regi\u00e3o da Campania, It\u00e1lia, tema j\u00e1 introduzido recentemente<\/a><\/strong>. Esta regi\u00e3o, ao sul da It\u00e1lia, banhada pelo Mar Tirreno e que tem como capital N\u00e1poles, possui cinco sub-regi\u00f5es: Caserta, Costa Central, Sannio, Irpinia e Cilento. Caserta, Costa Central e Cilento est\u00e3o na \u00e1rea mais litor\u00e2nea, ao norte e ao sul de N\u00e1poles. Sannio e Irpinia ficam no interior. Mas, quando se fala em termos de vinhos mais conhecidos e exportados, o destaque vai para a sub-regi\u00e3o de Irpinia, embora as variedades de uvas, em alguns casos, sejam comuns.<\/p>\n\n\n\n<p>Irpinia, tamb\u00e9m identificada administrativamente como prov\u00edncia de Avellino, \u00e9 o distrito vitivin\u00edcola mais importante da Campania e, n\u00e3o por acaso, produz a maior propor\u00e7\u00e3o de vinho DOCG da regi\u00e3o: tr\u00eas das quatro DOCGs est\u00e3o ali. Os vinhedos est\u00e3o situados no interior do continente, em uma \u00e1rea bem montanhosa, que apresenta uma variada possibilidade de altitude, inclina\u00e7\u00f5es e exposi\u00e7\u00f5es. A altitude cria uma altern\u00e2ncia clim\u00e1tica, com queda de temperatura noturna, que retarda o amadurecimento das uvas, favorecendo o trabalho com uvas brancas e a preserva\u00e7\u00e3o da acidez nos vinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um rico cat\u00e1logo de cepas aut\u00f3ctones da Campania, que se expressam com destacada qualidade na Irpinia e, por isso mesmo, d\u00e3o nome \u00e0s DOCGs. A Fiano \u00e9 uma delas. Uva nativa da Campania, possivelmente da Irpinia, teve seus vinhedos muito destru\u00eddos pela filoxera e pelas grandes guerras, mas foi resgatada e assina belos vinhos. Os melhores est\u00e3o na \u00e1rea da Fiano di Avellino DOCG, cujo territ\u00f3rio inclui 20 aldeias, dentre elas a pr\u00f3pria comuna de Avellino.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/monitormercantil.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-14-at-14.13.50-1024x768.jpeg.webp\" alt=\"barris de Mastroberardino\" class=\"wp-image-291790\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Seus vinhos apresentam aromas florais, frutados (frutas brancas) e herbais, com um toque mineral em boca e retrogosto de mel. Uma de suas qualidades \u00e9 a aptid\u00e3o para envelhecer bem, ganhando mais amplitude em boca e complexidade arom\u00e1tica. Visitei a Mastroberardino, um dos mais importantes produtores da regi\u00e3o, h\u00e1 10 gera\u00e7\u00f5es vinificando, e que foi respons\u00e1vel pela replanta\u00e7\u00e3o de uvas nativas, como a Fiano, ap\u00f3s o desastre da filoxera.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra cepa extraordin\u00e1ria \u00e9 a Greco, plantada em diferentes \u00e1reas, mas que tem a comuna de Tufo, na Irpinia, como seu melhor territ\u00f3rio. Pode ser confundida com outras variedades denominadas Greco (como a Greco Bianco, da Cal\u00e1bria), que s\u00e3o distintas. O nome Greco remete \u00e0 influ\u00eancia grega na viticultura meridional italiana, o que pode dar a ideia de que s\u00e3o variedades gregas. Por\u00e9m, a conex\u00e3o se deve mais ao fato de terem dado origem a vinhos no estilo doce, muito apreciado pelos gregos no passado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/monitormercantil.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-14-at-14.13.50-2-768x1024.jpeg.webp\" alt=\"garrafa de Greco di Tufo\" class=\"wp-image-291791\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A Greco da Campania assina a DOCG Greco di Tufo e faz um vinho de marcada acidez e mineralidade, com boa estrutura de corpo, ganhando mais charme com a idade, quando a j\u00e1 expressiva salinidade em boca se mistura a notas de s\u00edlex e toques defumados.<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o tira seu nome do subsolo tuf\u00e1ceo, com not\u00e1veis reservas de enxofre, uma deriva\u00e7\u00e3o do hist\u00f3rico geol\u00f3gico vulc\u00e2nico dessa \u00e1rea. A atividade mineradora de extra\u00e7\u00e3o de enxofre faz parte do passado da regi\u00e3o, praticada pela Cantine di Marzo, que fui visitar. Trata-se de uma das mais antigas cantinas do sul da It\u00e1lia, fundada em 1647, a primeira a produzir o Greco di Tufo. Desde 2009, \u00e9 administrada pela fam\u00edlia di Somma, descendentes dos Di Marzo, que buscam resgatar a import\u00e2ncia e a visibilidade desta verdadeira joia de vinho branco.<\/p>\n\n\n\n<p>A terceira estrela dessa \u00e1rea, que n\u00e3o \u00e9 exclusiva da Campania, mas ali faz provavelmente o seu melhor vinho, \u00e9 a variedade tinta Aglianico, tamb\u00e9m considerada uma das melhores uvas italianas. Trata-se de uma uva de casca espessa, rica em taninos e que se adapta bem a \u00e1reas montanhosas, especialmente em solos vulc\u00e2nicos. Assim como outras dali, amadurece tardiamente e lentamente, beneficiada pela amplitude t\u00e9rmica que a regi\u00e3o propicia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/monitormercantil.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-14-at-14.13.51-768x1024.jpeg.webp\" alt=\"garrafas de  Tauraso Cantine Perillo\" class=\"wp-image-291789\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A Aglianico faz vinhos estruturados, ricos em taninos e acidez, muitas vezes apelidados de \u201cBarolo do Sul\u201d, especialmente os origin\u00e1rios da DOCG Taurasi, da Irpinia. Ali, os vinhedos s\u00e3o plantados em um solo de base calc\u00e1ria e vulc\u00e2nica. A DOCG exige um m\u00ednimo de tr\u00eas anos de guarda (um ano em carvalho) antes da comercializa\u00e7\u00e3o e, para os Riserva, quatro anos (um ano e meio em carvalho). Visitei a Cantine Perillo, verdadeiros artes\u00e3os do Taurasi, cujos vinhos levam, em m\u00e9dia, 10 anos para serem comercializados. Vinhos ricos, estruturados e elegantes, com aromas de frutas pretas (mirtilo), toques de menta e especiarias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As uvas Fiano, Greco e Aglianico assinam tr\u00eas das quatro DOCGs da Campania Vou falar hoje sobre parte da\u00a0regi\u00e3o da Campania, It\u00e1lia, tema j\u00e1 introduzido recentemente. 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