{"id":1728,"date":"2024-08-02T18:00:00","date_gmt":"2024-08-02T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/?p=1728"},"modified":"2024-08-04T18:46:12","modified_gmt":"2024-08-04T18:46:12","slug":"explorando-o-sul-da-italia-e-seus-rebentos-vulcanicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/explorando-o-sul-da-italia-e-seus-rebentos-vulcanicos\/","title":{"rendered":"Explorando o sul da It\u00e1lia e seus rebentos vulc\u00e2nicos"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>Vinhos da Sic\u00edlia e da Camp\u00e2nia apresentam perfis bem singulares<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p>Depois de j\u00e1 ter explorado as principais regi\u00f5es vitivin\u00edcolas do norte e centro da It\u00e1lia, vim conhecer uma parte do sul do pa\u00eds, especialmente a \u00e1rea do Etna, na Sic\u00edlia, bem como a regi\u00e3o da Camp\u00e2nia, que inclui \u00e1reas pr\u00f3ximas da ba\u00eda de N\u00e1poles (Ves\u00favio e Campi Flegrei) e, mais ao interior, pr\u00f3ximos da comuna de Avellino. S\u00e3o regi\u00f5es muito impactadas pela presen\u00e7a de vulc\u00f5es, verdadeiras entidades que se erguem no horizonte e adornam a paisagem local, funcionando como atrativos tur\u00edsticos, mas que, em certos per\u00edodos, podem provocar p\u00e2nico e destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/monitormercantil.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bd3732dc-1d25-4ad9-bb71-4a33da553b91-771x1024.jpeg.webp\" alt=\"Vin\u00edcola ao sul da It\u00e1lia \" class=\"wp-image-273313\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o vitivin\u00edcola, o vulcanismo imprime seus tra\u00e7os na geologia e no clima do entorno, podendo gerar resultados muito particulares na textura e no paladar dos vinhos. Sua atividade pode tamb\u00e9m ser uma amea\u00e7a para a condu\u00e7\u00e3o dos vinhedos e at\u00e9 mesmo para a continuidade produtiva. N\u00e3o por acaso, escolhi esse roteiro, que me colocou em contato com a realidade dessas \u201cvidas vulc\u00e2nicas\u201d e me deu a oportunidade de conhecer vinhos n\u00e3o apenas de excelente qualidade, mas de muita personalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Cheguei por Roma, onde j\u00e1 estive h\u00e1 muitos anos, e a minha percep\u00e7\u00e3o continua sendo de que a cidade parece fazer a transi\u00e7\u00e3o entre as metades norte e sul da It\u00e1lia. O sul tem mais problemas econ\u00f4micos, o cotidiano mostra uma precariedade social mais evidente e as grandes cidades s\u00e3o menos organizadas. O que n\u00e3o as torna menos atraentes, pois h\u00e1 farta beleza natural, hist\u00f3rica e cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>Massa, pizza, vespa, cappuccino e vinho est\u00e3o em todos os lugares e parecem cristalizar uma identidade nacional, assim como a analogia entre os contornos geogr\u00e1ficos da It\u00e1lia e a imagem de uma bota nos d\u00e1 a impress\u00e3o de que eles s\u00e3o partes de uma mesma unidade. Mas a It\u00e1lia \u00e9 mais distinta do que pode parecer, pois sua unifica\u00e7\u00e3o se deu muito tardiamente (1861). Antes de tudo, h\u00e1 os toscanos, venezianos, romanos, sardos, sicilianos, napolitanos etc. Muito antes ainda, o tecido de que se constituiu cada uma dessas identidades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/monitormercantil.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Vinicola-Sul-da-Italia-foto-de-Miriam-Aguiar-1024x689.jpg.webp\" alt=\"Vin\u00edcola Sul da It\u00e1lia\" class=\"wp-image-273334\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vin\u00edcola Sul da It\u00e1lia (foto de M\u00edriam Aguiar)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Visitar os produtores de cada \u00e1rea e escutar a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o de seus territ\u00f3rios e propriedades \u00e9 entender um pouco do quanto pode significar uma guerra, as migra\u00e7\u00f5es, uma epidemia, a erup\u00e7\u00e3o de um vulc\u00e3o e a emerg\u00eancia, em outra gera\u00e7\u00e3o, de um vinho aben\u00e7oado por um territ\u00f3rio um dia destru\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>De Roma, eu tinha um voo para a cidade de Cat\u00e2nia, cidade portu\u00e1ria importante no sop\u00e9 do Monte Etna, a nordeste da ilha da Sic\u00edlia. Meu voo foi desviado para a cidade de Comiso, a cerca de 1h30 de Cat\u00e2nia, porque havia muita cinza vulc\u00e2nica no solo, proveniente da atividade do Etna, e todos os voos dali foram cancelados. Felizmente, a companhia fretou um \u00f4nibus de Comiso a Cat\u00e2nia para complementar a viagem.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sic\u00edlia \u00e9 uma terra muito antiga de produ\u00e7\u00e3o de vinhos, introduzida pelos gregos, que chegaram ali no s\u00e9culo 8 a.C. \u00c9 um grande produtor: possui a maior \u00e1rea de vinhedos do pa\u00eds, em torno de 100 mil hectares, e cerca de 12% da produ\u00e7\u00e3o do vinho italiano. As principais \u00e1reas vitivin\u00edcolas est\u00e3o a nordeste (Faro e Etna), sudeste (Eloro e Vittoria) e oeste (Marsala). H\u00e1 uma grande produ\u00e7\u00e3o regional que assina como IGT, desde vinhos de grande volume a not\u00e1veis DOC. De Cat\u00e2nia, fui para N\u00e1poles, para conhecer essa importante metr\u00f3pole italiana, na regi\u00e3o da Camp\u00e2nia. Muitas uvas aut\u00f3ctones e vinhos impactados pela mineralidade vulc\u00e2nica. Hist\u00f3ricos de produ\u00e7\u00e3o \u00e0s vezes interrompidos por abalos s\u00edsmicos. Rebentos vulc\u00e2nicos que orgulham seus produtores. Tratarei do tema em detalhe nos pr\u00f3ximos artigos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinhos da Sic\u00edlia e da Camp\u00e2nia apresentam perfis bem singulares Depois de j\u00e1 ter explorado as principais regi\u00f5es vitivin\u00edcolas do norte e centro da It\u00e1lia, vim conhecer uma parte do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1729,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1728","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-monitormercantil"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12.jpeg",1600,1200,false],"thumbnail":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12-300x225.jpeg",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12-768x576.jpeg",768,576,true],"large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12-1024x768.jpeg",1024,768,true],"1536x1536":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12-1536x1152.jpeg",1536,1152,true],"2048x2048":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12.jpeg",1600,1200,false],"purosa_thumbnail":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12-100x75.jpeg",100,75,true],"purosa_medium":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12-370x259.jpeg",370,259,true],"purosa_medium_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12-570x399.jpeg",570,399,true],"purosa_featured_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12-770x482.jpeg",770,482,true],"purosa_large":["https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/artigo_12-1170x480.jpeg",1170,480,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"miriamaguiar","author_link":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/author\/miriamaguiar\/"},"uagb_comment_info":1,"uagb_excerpt":"Vinhos da Sic\u00edlia e da Camp\u00e2nia apresentam perfis bem singulares Depois de j\u00e1 ter explorado as principais regi\u00f5es vitivin\u00edcolas do norte e centro da It\u00e1lia, vim conhecer uma parte do [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1728"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1728\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1730,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1728\/revisions\/1730"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1729"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}