{"id":1625,"date":"2023-12-15T16:00:00","date_gmt":"2023-12-15T16:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/?p=1625"},"modified":"2023-12-18T15:15:52","modified_gmt":"2023-12-18T15:15:52","slug":"a-grande-estrela-do-douro-apresenta-seus-tesouros-e-inovacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/a-grande-estrela-do-douro-apresenta-seus-tesouros-e-inovacoes\/","title":{"rendered":"A grande estrela do Douro apresenta seus tesouros e inova\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>Provas de vinhos do Porto para consumidores e profissionais aconteceram em alguns pontos do Rio de S\u00e3o Paulo.<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio do m\u00eas, participei de uma das a\u00e7\u00f5es promovidas pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) no Rio de Janeiro, entidade reguladora e promotora das denomina\u00e7\u00f5es de origem Douro e Porto. As a\u00e7\u00f5es ocorreram entre 21 de novembro e 1\u00ba de dezembro no Rio e em S\u00e3o Paulo e inclu\u00edram degusta\u00e7\u00f5es em pontos de vendas para consumidores finais e masterclasses em institui\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o em vinhos. No Rio, as a\u00e7\u00f5es para profissionais e estudantes do mercado de vinhos aconteceram em tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es nas quais atuo como professora: Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sommeliers (ABS), Senac e Le Cordon Bleu.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 tenho reportado alguns eventos de apresenta\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o dos vinhos portugueses no Brasil, pois h\u00e1 um crescente investimento neste mercado por parte da vitivinicultura portuguesa. Portugal \u00e9 uma das origens de vinhos mais importadas pelo Brasil, que tamb\u00e9m \u00e9 um dos primeiros nas estat\u00edsticas mundiais de exporta\u00e7\u00e3o de vinhos portugueses.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m do quadro mais atual, mesmo antes da renova\u00e7\u00e3o da vitivinicultura portuguesa, que tem destacado produ\u00e7\u00f5es de \u00e1reas antes pouco conhecidas, pode-se dizer que a regi\u00e3o do Douro, por meio de seu grande vinho do Porto, j\u00e1 ocupava um lugar de destaque inquestion\u00e1vel no cen\u00e1rio internacional. Eles fazem parte daqueles cl\u00e1ssicos que n\u00e3o podem faltar em quaisquer adegas de colecionadores e dos restaurantes mais \u201cclassudos\u201d do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua fama vem desde o s\u00e9culo 18, quando estabeleceu uma rela\u00e7\u00e3o comercial muito fecunda com a Inglaterra, o que fortaleceu economicamente a regi\u00e3o e exigiu certos investimentos visando \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de sua qualidade produtiva. Uma dessas iniciativas se deu em 1756, quando o Marqu\u00eas de Pombal estabeleceu uma delimita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o do Douro, para evitar fraudes que colocavam em risco o seu padr\u00e3o produtivo. Essa delimita\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecida como a fundadora do modelo de denomina\u00e7\u00f5es de origem, posteriormente aperfei\u00e7oado pela Fran\u00e7a e em pleno processo de apropria\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/monitormercantil.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/20231201_163340-1024x768.jpg.webp\" alt=\"vinhos do porto\" class=\"wp-image-253008\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para os brasileiros, antes dessa ampla oferta de vinhos portugueses de diferentes regi\u00f5es, os exemplares que mais frequentavam o nosso vocabul\u00e1rio eram os leves vinhos Verdes brancos (h\u00e1 rosados e tintos, mas esses s\u00e3o os mais difundidos) e o vinho do Porto, bebido em c\u00e1lices solo ou ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es por in\u00fameras fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>Costumo comentar, em minhas aulas, que a minha querida av\u00f3 materna mineira adorava o vinho do Porto e, em cada uma de suas 10 gesta\u00e7\u00f5es no interior do estado, meu av\u00f4 ia a Belo Horizonte buscar uma garrafa daquele ouro l\u00edquido, que, segundo a cren\u00e7a popular, estimularia a produ\u00e7\u00e3o de mais leite materno. Creio que o vinho trazia mesmo era felicidade e relaxamento ao imperativo nada f\u00e1cil de colocar no mundo tanta gente!<\/p>\n\n\n\n<p>A aula sobre os vinhos do Porto foi conduzida pelo Wine Educator do IVDP, Carlos Soares, apresentando dados da regi\u00e3o e da produ\u00e7\u00e3o dos diferentes estilos desse vinho, com uma prova de seis vinhos. Vimos um pouco de suas diferentes \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o vit\u00edcola, suas uvas aut\u00f3ctones, seus processos produtivos e de guarda. Foram abordados tamb\u00e9m detalhes dos tipos de vinhos que comp\u00f5em as duas fam\u00edlias de Porto: Rubi (de envelhecimento redutor, valorizando a fruta e seus aromas prim\u00e1rios) e Tawny (com tons acastanhados e notas terci\u00e1rias, pelo envelhecimento oxidativo). Todos os vinhos do Porto s\u00e3o fortificados, ou seja, vinhos que levam adi\u00e7\u00e3o de aguardente v\u00ednica e, por isso, s\u00e3o mais alco\u00f3licos (entre 18\u00b0 e 22\u00b0).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/monitormercantil.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/20231201_162410-766x1024.jpg.webp\" alt=\"Vinhos Porto Krohn LBV 2013 e o Porto Taylor\u2019s Fladgate Quinta das Vargellas Vintage 2015\" class=\"wp-image-253014\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Provamos o Porto Vista Alegre White; o Porto Po\u00e7as Brig\u2019s Ros\u00e9 (modalidade produzida a partir de 2007); o Porto Messias Tawny 10 Anos; o Porto Ferreira Dona Ant\u00f3nia Tawny 20 Anos; o Porto Krohn LBV 2013 e o Porto Taylor\u2019s Fladgate Quinta das Vargellas Vintage 2015. Apesar das qualidades inquestion\u00e1veis dos Tawny\u2019s mais envelhecidos e do Vintage, ressalto a rela\u00e7\u00e3o pre\u00e7o\/qualidade do LBV, que \u00e9 um Porto safrado, pronto mais jovem para beber do que o Vintage (tamb\u00e9m safrado) e com pre\u00e7o bem mais acess\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto que me chamou aten\u00e7\u00e3o e que tem terreno f\u00e9rtil no Brasil foram os Portos brancos e ros\u00e9s. O branco servido foi bem diferenciado, com grande complexidade, e o ros\u00e9 trouxe um frescor e aromas que considero uma \u00f3tima pedida para drinks. Eles o serviram com gelo, que refor\u00e7a a sua possibilidade de ser explorado pelo campo da coquetelaria. Muitos n\u00e3o sabem, mas h\u00e1 um drink chamado Port\u00f4nica (Porto Branco + \u00e1gua t\u00f4nica e complementos vari\u00e1veis) muito agrad\u00e1vel para se beber no ver\u00e3o. Acaba dando mais leveza e versatilidade para o consumo do vinho fortificado.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso vai ao encontro de uma estrat\u00e9gia de amplia\u00e7\u00e3o das possibilidades estil\u00edsticas da regi\u00e3o do Douro. Apesar do renome internacional do vinho do Porto, a regi\u00e3o do Douro tem intensificado o investimento em sua produ\u00e7\u00e3o de vinhos de mesa secos, j\u00e1 que o mercado consumidor tem mostrado uma queda maior para vinhos tranquilos secos. No passado, os vinhos doces de qualidade (fortificados ou n\u00e3o) eram adorados e, em muitos casos, mais valorizados do que os secos, mas hoje as regi\u00f5es que focavam muito no estilo doce, t\u00eam ampliado a produ\u00e7\u00e3o de secos. Uma maneira de estender o renome constru\u00eddo para outros produtos, ampliando a diversidade estil\u00edstica e atendendo \u00e0s novas tend\u00eancias do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Visite a p\u00e1gina de M\u00edriam Aguiar no Instagram e se inscreva em cursos e aulas de vinhos presenciais e online. Instagram: @miriamaguiar.vinhos<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Provas de vinhos do Porto para consumidores e profissionais aconteceram em alguns pontos do Rio de S\u00e3o Paulo. 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