{"id":1356,"date":"2022-07-01T16:04:00","date_gmt":"2022-07-01T16:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/?p=1356"},"modified":"2022-07-04T23:48:36","modified_gmt":"2022-07-04T23:48:36","slug":"a-rota-dos-vinhos-do-tejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.miriamaguiar.com.br\/blog\/a-rota-dos-vinhos-do-tejo\/","title":{"rendered":"A Rota dos Vinhos do Tejo"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Degusta\u00e7\u00e3o apresenta a riqueza e diversidade da hist\u00f3rica e ainda desconhecida produ\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n\n\n\n<p>Os vinhos portugueses ca\u00edram mesmo no gosto do brasileiro, e h\u00e1 uma crescente nivela\u00e7\u00e3o regional de sua qualidade. Isso quer dizer que a produ\u00e7\u00e3o de regi\u00f5es menos conhecidas segue a trilha de outras que j\u00e1 se destacam, renovando sua produ\u00e7\u00e3o e investindo em qualidade. Afinal, \u00e9 um pa\u00eds com muita voca\u00e7\u00e3o para a viticultura, um grande hist\u00f3rico de produ\u00e7\u00e3o regional e suas particularidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo ap\u00f3s o evento Vinhos de Portugal, tratado em meus dois \u00faltimos artigos, fui convidada para participar de uma degusta\u00e7\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o dos Vinhos do Tejo, organizada por Daniel Perches e Beto Duarte, no Rio. Foram degustados 16 r\u00f3tulos, selecionados pela Comiss\u00e3o Vitivin\u00edcola Regional dos Vinhos do Tejo. Embora conte com um hist\u00f3rico long\u00ednquo, a regi\u00e3o \u00e9 menos reconhecida internacionalmente e faz um trabalho de divulga\u00e7\u00e3o em mercados importantes, como o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o regional se autodenominava Vinhos do Ribatejo, como indicava a DOC criada em 2000, mas, em 2009, foi institu\u00edda a Rota dos Vinhos do Tejo, que sinaliza com mais evid\u00eancia o elemento central de sua paisagem: o Rio Tejo \u2013 em torno do qual se desenvolveram cidades, vilarejos, mosteiros, cria\u00e7\u00f5es de cavalo lusitano e quintas repletas de olivais e vinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Tejo corta a regi\u00e3o de norte a sul, antes de chegar ao seu estu\u00e1rio na regi\u00e3o de Lisboa. H\u00e1 tr\u00eas \u00e1reas de concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, com perfis distintos: a \u201cCharneca\u201d, na margem esquerda do Tejo, com solos arenosos e clima mais seco, onde h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o de brancos e tintos; o \u201cBairro\u201d, \u00e0 margem direita do Tejo, que tem um relevo mais irregular, onde predominam altitudes de 200m, solos argilo-calc\u00e1rios e produ\u00e7\u00e3o de castas tintas; o \u201cCampo\u201d, que se situa no entorno e ao longo do Rio Tejo, \u00e1rea sujeita a inunda\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas e que demanda uma viticultura de muita precis\u00e3o, normalmente mais focada em castas brancas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como em todo o pa\u00eds, o que n\u00e3o falta s\u00e3o uvas nativas brancas e tintas de \u00f3tima qualidade. Em se tratando de uma regi\u00e3o que passa por grande renova\u00e7\u00e3o, menos comprometida com \u00edcones nos quais assentam a sua fama, h\u00e1 uma grande abertura para incorpora\u00e7\u00e3o de cepas internacionais tamb\u00e9m, especialmente as francesas mais consagradas. Outro fator, que \u00e9 comum aos vinhos portugueses, \u00e9 a cultura de realiza\u00e7\u00e3o de cortes de v\u00e1rias uvas num mesmo vinho. Para brancos, as principais utilizadas, dentre as portuguesas, s\u00e3o a Fern\u00e3o Pires, Arinto, Verdelho e Alvarinho, seguidas das francesas Sauvignon Blanc, Chardonnay e Viognier. Para tintos, dentre as tintas aut\u00f3ctones, as principais s\u00e3o Touriga Nacional, Trincadeira, Castel\u00e3o, seguidas das internacionais Alicante Bouschet (e origem francesa), Aragonez (outro nome para Tempranillo), Syrah e Merlot.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isso \u00e9 pouco para resumir a sua produ\u00e7\u00e3o. A degusta\u00e7\u00e3o da qual participei caprichou numa sele\u00e7\u00e3o bem diversificada de vinhos brancos, ros\u00e9 (1) e tintos, em cortes, mas tamb\u00e9m varietais. Para citar alguns, temos o Encosta do Sobral Reserva 2021, que une duas cepas nativas (Gouveio e Vinhosinho) com a francesa Viognier, num bom conjunto de aromas e untuosidade, que remetem \u00e0 sua fermenta\u00e7\u00e3o e est\u00e1gio em barricas. Degustamos tamb\u00e9m um varietal da Touriga Nacional, o Vale Galego Reserva 2015, com os t\u00edpicos e intensos aromas de frutos negros e violeta da casta, boca estruturada, elegante, com um final longo. No Nana Reserva 2016, da Quinta da Lapa \u2013 um corte que une grandes cepas vinificadas em Portugal (Touriga, Castel\u00e3o, Alicante Bouschet e Aragon\u00eas) \u2013 as qualidades se somam para formar um rico bouquet de frutas maduras, notas tostadas (caf\u00e9) e especiarias.<\/p>\n\n\n\n<p>Algo que me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a presen\u00e7a de vinhos bons e que n\u00e3o cansam, al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o pre\u00e7o\/qualidade. O Herdade do Catapereiro Escolha tinto 2020 \u00e9 um desses vinhos com presen\u00e7a e frescor, muito agrad\u00e1vel para qualquer ocasi\u00e3o. Parece f\u00e1cil, mas ser simples e suficiente n\u00e3o \u00e9 para todos os vinhos!<\/p>\n\n\n\n<p><em>Cursos de Vinhos com M\u00edriam Aguiar: saiba mais pelo Instagram @miriamaguiar.vinhos ou site\u00a0<\/em><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/miriamaguiar.com.br\" data-type=\"URL\" data-id=\"http:\/\/miriamaguiar.com.br\" target=\"_blank\">miriamaguiar.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Degusta\u00e7\u00e3o apresenta a riqueza e diversidade da hist\u00f3rica e ainda desconhecida produ\u00e7\u00e3o. Os vinhos portugueses ca\u00edram mesmo no gosto do brasileiro, e h\u00e1 uma crescente nivela\u00e7\u00e3o regional de sua qualidade. 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